Se a maconha vicia mesmo ou não, ainda é uma dúvida que abrange grande parte da população. Alguns acreditam que a erva não tem a capacidade de causar vício nem dependência, mas há quem defenda o outro ponto de vista.

Sendo assim, falaremos sobre estudos que foram realizados e mais, traremos os seguintes tópicos também:

  • Os efeitos do vício da maconha;
  • Se ocorrem realmente danos cerebrais;
  • Maconha e Cigarro, qual vicia mais e danos causados;
  • Legalização da erva;
  • Se maconha realmente vicia.

Inclusive, todo esse artigo é baseado em dados científicos e experiências de usuários, mas como sempre informamos, cada organismo é diferente!

Maconha Vicia? Identifique os Efeitos

Segundo Renato Filev, pesquisador da USP, o vício na maconha não é algo possível de se desenvolver. O que acontece é o desenvolvimento do hábito do usuário de fumar a erva.

Aliás, sabe-se que um dos efeitos de vício é a tolerância que o organismo desenvolve a droga, sempre necessitando de doses maiores. No entanto, não é possível ver isso na maconha.

Como complemento, Maurício Fiore, antropólogo, explica que a dependência química pela erva não existe, mas sim a mental.

Por outro lado, um outro estudo prático relata a diferença das reações no cérebro de usuários ocasionais de maconha e pessoas que realizam seu consumo diariamente por tempo considerável.

Esse segundo estudo defende o detrimento de circuitos cerebrais específicos que são responsáveis por causar desejos e dependências.

Certamente para a conclusão do estudo foi usado grupos de usuários e não-usuários, constatando uma diferenciação no sistema de recompensa do cérebro humano.

Um terceiro estudo relatou que os seguintes sintomas são os identificáveis como abstinência da erva:

  • Fissura e Cefaleia;
  • Nervosismo e Irritabilidade;
  • Inquietação e Insônia;
  • Sintomas relacionados à depressão;
  • Redução considerável do apetite.

Apesar de não haver pesquisas conclusivas em torno da natureza dos efeitos de abstinência, é reconhecida pela CID-10 (Classificação Internacional de Doenças).

Além dos 3 estudos apresentados acima, o dr. Drauzio Varella concedeu uma entrevista em que fala abertamente que, apesar de existirem registros sobre a dependência da maconha, o número é extremamente baixo, visto que não possui alta indução à droga.

Maconha Vicia e Causa Danos Cerebrais?

É inegável que a maconha pode sim causar danos cerebrais, mas não é nada que seja em alta proporção, ou seja, um indivíduo que consuma maconha não se tornará demente.

Na realidade, a maconha pode desencadear quadros temporários de, como exemplo:

  • Ansiedade;
  • Pânico;
  • Psicose.

Aliás, por mais difícil que possa ser o desencadeamento desses quadros, quando o indivíduo possui predisposição, a possibilidade de ocorrer é muito maior.

Por outro lado, danos de natureza cognitiva ainda são objeto de pesquisa e não se pode afirmar com precisão os efeitos da maconha, mas algumas coisas que se têm constatado são:

  • Usuários a longo prazo apresentam dificuldade de absorção de informações complexas;
  • Comprometimento da atenção;
  • Comprometimento da memória;
  • Algum tipo de dificuldade durante algum processo de aprendizagem.

Mas fora contatado também que isso tem relação com o uso recente da maconha, visto que esse estudo envolveu as 3 categorias a seguir:

  • Usuários;
  • Ex-usuários;
  • Usuários ocasionais.

Dessa forma, chegando a conclusão que os efeitos citados acima são completamente reversíveis após um período de tempo.

Maconha Vicia Mais que Cigarro?

Já se é comprovado que a nicotina possui um alto grau de indução ao vício e, além disso, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association aponta que a maconha, em relação ao tabaco, causa menos danos ao pulmão.

Inclusive, essa pesquisa envolveu diversos usuários de maconha e tabaco, os quais foram observados por 20 anos e constatado que o tabaco foi capaz de reduzir as funções pulmonares enquanto que a erva, não.

No entanto, essa pesquisa não defende o uso da maconha como forma benéfica, muito pelo contrário. Ela aponta ambos os lados negativos e, além disso, relata como a saúde pode ser afetada.

No caso do tabaco, alguns exemplos são:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Maior possibilidade de haver câncer (de todos os tipos);
  • Diminuição na potência pulmonar.

Agora, no caso da maconha, as doenças podem atingir, em sua maioria, o quadro psicológico do usuário. Um bom exemplo disso é o desencadeamento da esquizofrenia ou agravamento de um quadro já preexistente.

Se Maconha Vicia, como ficará a questão da Legalização da Erva?

Apesar de tudo, sabe-se que por mais que a dependência possa ocorrer devido a longos períodos de consumo da erva, muitas pessoas ainda se portam a favor da legalização ou, ao menos, da descriminalização.

Sendo assim, é importante compreender a diferença de Legalização e Descriminalização:

  • Legalização: refere-se à um objeto que se tornaria aceitável no país, de forma esdruxulamente resumida;
  • Descriminalização: se trata de tornar compreensível um comportamento humano e individual que possa ser representante de um erro referente a não legalização de tal objeto.

Dessa forma, a descriminalização não é referente à maconha, mas sim à conduta do indivíduo.

Inclusive, é uma questão importante para ser considerada, a descriminalização, em um país como o Brasil, onde não há legalização da erva.

Agora, talvez você esteja se perguntando por que seria uma questão importante. A realidade é que a resposta é muito simples:

Se o problema de drogas no país é real, então por que não tratar as pessoas que foram pegam com porte da maconha como indivíduos que necessitam de auxílio e suporte da família ao invés de enxergá-los como criminosos viciados?

Aliás, essa conduta deveria ser extremamente plausível e real em famílias e em uma sociedade em que há consumidores de outros tipos de drogas ilegais e que representam reais problemas para a saúde da pessoa e do meio.

Maconha Vicia: “Eu sou Viciado?”

Como os estudos acima mostraram, uma baixa parcela dos usuários de maconha são indivíduos que apresentam vício na erva.

Dessa forma, não é algo que você necessariamente precisa se preocupar, principalmente se não for um usuário frequente da cannabis e, mesmo se for, estudos já comprovaram que os efeitos como perda de memória são temporários.

Portanto, fique tranquilo! No entanto, não aconselhamos uso exacerbado da erva, como já se sabe, para tudo existe limite!